O novo sócio entra para o clube e nem sempre é aproveitado para os trabalhos Rotários.
Os motivos são muitos, Cito apenas alguns:
Os espaçosos “donos do clube”.
Lideranças que aceitam qualquer ideia, desde que coincida com a sua.
A falta de sensibilidade de alguns Presidentes, em nunca dividirem o trabalho com os novatos, com medo de não dar certo.
“Os Grupinhos” em alguns casos, “Grupões” espalhados pelos quatro cantos sem dar espaço à intervenção essencial na vida dum clube.
O recem – admitido fica ali, meio perdido, com pouca atenção de quem deveria orientá-lo.
Sem aproveitamento, está com o pé na rua.
Basta um empurrãozinho, isto pode até ser algo sem muita importância e ele aproveita a oportunidade e pede o Boné.
Vai embora sem contribuir com as acções sociais, o seu principal objectivo ao aceitar o convite para ser rotário.
Aquela confiança depositada no Padrinho e na organização perdeu-se no modelo equivocado de se fazer Rotary.
Tempo depois, o ex-sócio destaca-se nalguma actividade e todos perguntam?
Por que não foi tão eficaz no Clube?
Nem sempre a teoria consegue mudar a prática.
Esse tipo de clube pode até dar certo, porém o entra e sai de sócios, impressiona.
Mas há inúmeros casos de talentos escondidos em clubes organizados e eficientes.
Aí entra o caso da identidade com o projecto, o trabalho precisa tocar a alma de quem o faz.
A oportunidade precisa de ser contundente, mexer com a emoção da pessoa.
Fazer com que saia do seu casulo e abrace a causa fortemente.
Você precisa procurar lá no fundo para identificar o ponto certo que fará detonar o emocional em toda a sua plenitude.
Uma situação vivida com a família ou com ele e aí está ele a trabalhar com todo o empenho a frequentar as reuniões semanais e a abraçar o projecto.
O Clube ganhou um rotário eficaz, mas também uma dúvida sobre o nosso olhar em torno dos sócios.
Como nunca percebemos daquele problema na vida de uma pessoa tão alegre, a partir daquele dia, implantou-se uma actividade denominada “QUEM SOU EU?”, onde cada companheiro tinha um tempo para contar a sua vida.
Os resultados são sempre surpreendentes.
Às vezes os Clubes têm bons trabalhos que ficam restritos à área da Comunidade local, quando poderiam ser expandidos ao nível Nacional e até Internacional.
Presidentes formados a fazer a diferença, limitam-se a actuar a nível local ou regional, contentando-se em cumprir etapas sem ousar como deviam.
Cabe às lideranças rotárias perceber a extensão do benefício, se expandida a acção e compartilhando com clubes e distritos.
Agora entenderam o motivo da pergunta do início deste artigo?
A lente com que vemos as pessoas e as situações ao nosso redor pode representar uma sociedade menos sofrida.
Se prestarmos mais atenção ao que acontece no mundo em que vivemos, acabaremos instrumentos do bem-estar e da justiça social.
Estamos no lugar certo; no ROTARY. Só falta aperfeiçoar na sensibilidade.
Faça isso e depois conte-nos o resultado.
Fonte: Companheiro Boaventura Nogueira
Governador Assistente
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