O Rotary de Torres Vedras distinguiu Filomena Moura Guedes como «Personalidade do Ano» durante o jantar do 35° aniversário do clube, que teve lugar no passado dia 14 no Hotel Império.
Cerca de uma centena de rotários, familiares e amigos foram testemunhas da distinção, atribuída "pelo desempenho da sua carreira enquanto notária e pela forma como abraçou e desenvolveu o projeto APECI (Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas), de que é fundadora e presidente, governando os seus destinos de forma brilhante e honrosa até ao presente".
Foi de forma "embaraçada" que Filomena Moura Guedes recebeu a distinção entregue por Ana Margarida Santos, presidente do Rotary. "Não mereço nada disto, tenho-me limitado a viver a vida que Deus me deu. Estou desvanecida", disse do alto dos seus 84 anos, agradecendo o reconhecimento vindo de "um clube tão prestigiado", recordando ainda que foi um dos rotários. Ferreira Nunes, o primeiro empresário do concelho a integrar um dos jovens da APECI em contexto laborai. Filomena Moura Guedes aludiu também o apoio dos Rotaract à instituição que dirige, através do projeto das agendas.
A Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas (APECI) foi fundada em fevereiro de 1979, por um grupo de pais que sentiu uma profunda injustiça e marginalização a que estavam sujeitos os seus filhos portadores de deficiência intelectual, a quem eram negados os direitos fundamentais de qualquer criança à educação, reabilitação, ao convívio, à alegria à felicidade e essencial-
mente à integração social, direitos esses considerados na Constituição da República. Foi criada com o objetivo de responder às necessidades da região norte do distrito de Lisboa, que abrangia os concelhos de Torres Vedras, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Cadaval e Alenquer.
Durante o aniversário do clube, que recebeu a visita oficial do governador do Distrito 1960, António Mendes, e da vereadora da Câmara Municipal Ana Umbelino, foram também assinalados os três anos de existência do Rotaract, presidido por Gonçalo Bento.
Profissional do ano
Outubro é o mês dos serviços profissionais, sendo assim o Rotary Club de Torres Vedras prestou homenagem naquela noite também a José Constantino, fundador e administrador da empresa Constantinos SÁ, tendo em conta a sua "excelência profissional e altos padrões éticos no desempenho da sua atividade empresarial".
A distinção de «Profissional do Ano» foi assim entregue a um homem que aos 60 anos recorda uma vida de trabalho árduo, contando que o seu primeiro negócio foi a venda de tremoços aos sete anos.
A empresa Constantinos SÁ foi fundada em 1990, como Constantinos Lda e é a evolução natural da atividade do seu fundador, José Constantino, que se iniciou na comercialização de bacalhau salgado seco adquirido no mercado nacional, posteriormente com a importação do mesmo desde a Noruega, Islândia e Canadá. Com o aumento da expressão comercial alcançada tornou-se importador de bacalhau salgado verde, dessas mesmas origens. No início de 1997 concluiu a construção das instalações industriais na Ventosa (Torres Vedras), onde procede ã transformação de uma parte significativa do produto que comercializa, num espaço fabril concebido de acordo com as atuais exigências legais para a industria alimentar, observando-se todos os critérios de higiene, segurança e controle de qualidade. Em meados de 2005 ficaram concluídas as novas instalações na zona industrial da Mota (ílhavo), onde possui um entreposto frigorífico para congelados e refrigerados com capacidade para cinco mil toneladas.
A localização geográfica da sede, aproximada do centro do país e apenas a 40 quilómetros de Lisboa, em conjunto com uma frota de distribuição composta por 14 veículos, são fatores favoráveis para uma resposta pronta aos pedidos da maioria dos clientes. Desde maio de 2006 a empresa é certificada e passou a sociedade anónima em 2000, mas manteve uma estrutura acionista exclusivamente familiar.
O grupo empresarial contempla ainda a Quinta d'Almiara, onde o fundador dá largas à sua paixão pela terra e pela agricultura, contando com cerca de 160 hectares e uma nova adega a ficar concluída em breve e que terá capacidade de produção e armazenamento de mais de três milhões de litros por colheita.
No conjunto, o grupo cria cerca de 100 postos de trabalho e tem uma faturaçâo de 40 milhões de euros.
Exporta bacalhau e vinhos para toda a Europa, África, principalmente Angola, Moçambique e África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Austrália, e tendo iniciado agora o mercado asiático, nomeadamente China, Macau e Tailândia.
Jornal Badaladas, Edição de 24 de Outubro
Escrito por: Eunice Francisco
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