O Rotary Club de Torres Vedras organizou no passado dia 18 mais um jantar com palestra, desta vez com Vasco d'Avillez, presidente da Comissão Vitivinícola da Região (CVR) de Lisboa. Foi a reunião número 1733 daquele clube, que este ano é presidido por Ana Margarida Santos.
«Os vinhos de Lisboa e o Atlântico: dois mil anos de interação», foi o tema da palestra do orador convidado. Vasco d'Avillez começou por referir que Portugal tem uma imensa riqueza no que se refere à produção de vinho, com 14 regiões vitivinícolas e algumas delas com várias DOC (Denominação de Origem Controlada), designação que atesta e garante a qualidade de uma determinada produção. Pode-se dizer que se produz vinho em todo o território nacional, algo que não acontece em mais nenhum país.
No caso dos Vinhos de Lisboa, a região tem nove DOC, entre os quais o de Torres Vedras, que é o maior produtor de vinho de Portugal. Isto acontece, segundo aquele especialista, porque dentro da mesma região a variedade de vinhos é muito diferente, em virtude da grande diversidade de castas e solos, para além de outros fatores, como a proximidade ou não do oceano.
"Portugal e uma parte do sul de Espanha são os únicos que fazem vinho desde os romanos a pensar na comida", afirmou Vasco d'Avillez, o que torna a gastronomia portuguesa única e muito rica. Por outro lado, num território tão pequeno existem 340 castas diferentes, o que se explica pela quantidade de povos que invadiram o país, mas também pela influência do Atlântico.
A importância do Atlântico nos Vinhos de Lisboa deve-se, conforme sublinhou o presidente da CVR, ao bacalhau e à sua pesca, que deu experiência de navegação de longo curso aos pescadores portugueses, decisivo na altura de recrutar marinheiros para os Descobrimentos.
Durante as navegações dos descobridores portugueses o vinho teve novamente posição central, sempre presente a bordo, ora para servir como moeda de troca, ora para evitar o escorbuto entre os tripulantes.
Ao longo da história o vinho esteve sempre presente.
O orador referiu-se à plantação de vinhas na Madeira em 1650 e à importância do Marquês de Pombal no desenvolvimento da vinha em Portugal, assim como a contribuição do duque de Wellington na divulgação do vinho português, em particular o da região de Lisboa.
Vasco d'Avillez mostrou-se preocupado com a redução do consumo de vinho em Portugal, apesar de fazer parte da nossa cultura ir a um restaurante e ter sempre vinho em cima da mesa, o que não acontece noutros países.
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